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Que cessem as palavras
ditas em surdina pelos
recantos do medo;
Que se diga,
de peito aberto,
esta vontade de continuar
a caminhar o futuro.
Que se grite a indignação
pelas ruas de cada homem.
Que seja dita a verdade
dilacerante por cada tiro
perfurante…

E se alguém tentar calar liberdade…
Pois que seja a tua voz,
a dobrar.

Beberei a minha sombra
até à última gota;
Calar?… Nunca!

António Patrício

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