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Não sei de quantas esperas sou feito;
Não sei de que areal de que deserto;
Que sede me rasga as entranhas…
Espero as chuvas
neste ermo que trago na garganta.

Só esta certeza imóvel que agita as aves
nocturnas,
grito surdo.
Desmorona-se a vontade
em frente a este mar que se abisma
perante o meu corpo estático… descarnado,
seco de sal
batido pelo vento,
branco…

Não sei de quantas ausências sou feito.

António Patrício

Homem+caído(2)