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Cada poema meu é uma impossibilidade
de ti,
um grito estrangulado depois de gritado
Cada poema meu é o que sobra desta ânsia
constante
das tuas mãos no meu corpo
que tantas vezes sucumbe à tua voz
num tempo de sono destruído.

António Patrício

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fotografia / Philomena Famulok (Alemanha)