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De pouco serve falar
quando somos imperfeitos rostos
mal recortados na neblina opaca;
Vultos de uma estação passada…
A sombra enche-nos os olhos
e só a solidão acompanha
o mudo susto da consciência
que transportamos.

A cada passo,
compenetrados no bater ritmado
d’um coração que nos é estranho,
elaboramos caligraficamente
o registo de memórias
em páginas tardias.
Tentativa, tão humana, de manter
uma legenda do que já fomos.

António Patrício Pereira

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