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O dia volta das entranhas da noite parido,
sem culpa,
vestindo a inocência da claridade…
Os homens espantam o que lhes ficou das trevas;
vestem máscaras de pedra,
pronta fuga,
para representar a vida.

Nos baldios da existência
deitam fora os sorrisos apodrecidos,
os afectos fora de prazo.
A cada passo chocam,
de frente,
com a inutilidade dos sonhos.
Resta-lhes a crua realidade da existência…

Mesmo mortos, deixai-os caminhar…

António Patrício Pereira

Deixai-os caminhar

fotografia / Irma Haselberger (Áustria)

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