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No tempo das flores
trazias a urgência de um beijo
no olhar.
Talvez fosse amor.

Das mãos estendidas
que pediam o calor d’um corpo,
eram viagens o que procuravas.
Talvez fosse amor.

A passagem do silêncio
pelos teus lábios
eram promessas de felicidade.
Talvez fosse amor.

Do fulgor da pele que nada foi,
onde nada ficou.
Só a desbotada ausência
e um ramo seco
que esqueceu
os dias de seiva,
ficou…
Nunca foi amor

António Patrício Pereira

fotografia / António Pereira (Portugal)