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Somos repetidos átomos,
carregamos a maldição dos Deuses
nas dores da vida.
Ilhas de silêncio
no cântico das cigarras,
Passamos as margens deste corpo
que nos limita em pele
a obsessão de eternidade…
Vamos seguindo as pegadas primitivas,
replicamos as estações e os sonhos
que outros viveram um dia…
Encontramos nas palavras a redenção;
Falta-nos o infinito sobra-nos a morte.

António Patrício Pereira

fotografia / Irma Haselberger (Áustria)