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O amor?… terrível digo-te eu!

Entranha-se na pele
rouba-nos as palavras
e derrama-se nos olhares.
Faz-se urgente no peito e
reclama as distâncias
que a mão não alcança.
E se lhe resistires ou o impedires
vai gelando o sangue que te corre nas veias
até doer nos ossos a saudade
Cais no silêncio,
tudo perde cor
e até as flores, inocentes, murcham nos teus olhos
Melhor mesmo
é despires a razão
e entregares-te em deslumbramento…

Na verdade
só ele nos salva da morte
tão certa de morrer todos os dias.

António Patrício Pereira

fotografia / Alicja Rodzik (Escócia)