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Eu que só tenho este tempo agarrado à pele ,
este espelho que uso para me enganar
e um corpo de profundas ausências
por onde já nem eu sei caminhar

Por vezes consigo acordar o sangue
mas doem-me as veias quando tento
por em palavras
o que trago à sombra do meu corpo

Vou erguendo uma verdade rodeada de trevas
em que nunca direi o quanto te quero.

António Patrício

and_i_were_all_alone_by_truth__hurts

fotografia / Ilayda Portakaloglu (Turquia)