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Quantos trabalhos de imaginação
nesta nossa viagem?
Esta força que vai da vida à morte
onde tudo é imaginado
Cidades perfeitas
de tão medonhas
com vidas imperfeitas
em recantos de tempo acabado,
fins do mundo logo ali ao voltar da esquina
e amores
tão imensos como os desamores
mais intensos…
Lágrimas,
tantas.
Gargalhadas de peito rasgado,
quanto baste.
Sorrisos ao canto dos lábios
d’uma boca calada.
Olhares
perdidos na linha curva do voar
d’um dia que se ausentou da noite.
Palavras riscadas
linha a linha
no romance que nos alimenta
esta história fictícia…
Tudo se imagina,
tudo se inventa… basta fechar os olhos.

António Patrício Pereira

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fotografia / Valter Vinagre (Portugal)