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Corre o vento sem Lua
pelas fissuras da madeira gasta
que nos rasga a pele
e arranca um tremor de animal ferido.
Aconchegamo-nos com um sorriso
pálido no olhar;
Morrem as horas lentamente
nos sonhos ausentes
e adormecem-nos as palavras
no desassossego assobiado pelo vento…

Amanhã, dizem, vai estar Sol!

António Patrício

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