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Lembro-me,
sem qualquer ordem cronológica,
de uma árvore tombada
no canteiro das begónias,
um raio de Sol,
que, sem pressas,
fazia ninho no canto do alpendre;
Branco cintilante do silêncio
aprisionado nas pedras escuras da parede…
O teu corpo abandonado,
alheio,
ao vento luminoso
no fim de tarde…

Lembro-me do tumulto desordenado
das palavras que não soube dizer
e jazem secas na terra fresca.

Lembro-me de não esquecer!

António Patrício

Cintilâncias do silêncio