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Que a vida não seja uma vazia passagem,
que o rumor do teu respirar não seja estéril.
Esquece absurdas imagens de ti reflectidas
no espelho da vaidade.
Não iludas o que és com castelos oferecidos
nem pela palavra fácil.

Existes. Ser inteiro, barro vermelho desta terra
de que és feito…
Deixa a marca do teu caminhar…
Uma marca de quem és, de quem foste.
Depende de ti o quanto pesará a tua humana condição
no memória dos tempos.

Acredita, só os deuses são eternos.

António Patrício

Espanta o teu entendimento!

fotografia de Jonathan Stead (Reino Unido)