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Não sei se o amor é justo,
se alguma vez o barco chega ao cais
ou se a aurora amanhecerá
madrugadas nos teus lábios…

Não sei se seguiremos as mesmas marés
se trocaremos beijos debaixo da mesma árvore
ou se o calor dos dias
ficará retido na tua pele…

Não sei se as horas germinam em ti,
se renasce a terra no teu corpo
ou se as tuas mãos inspiradas
encontraram os meus despidos abraços…

Não sei!…

Mas sou feito de espera
E esperando vou atravessando a noite
em intactos segredos que só as palavras
conhecem.

António Patrício

De súbito não sei!