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O que fica depois de escrito o poema:
esta sensação avulsa, vazia,
de uma monotonia circular
igual ao que antes existia…

Só nos instantes
em que vou tecendo o fio das palavras
consigo alguma substancia
para a complexa fragilidade que habito,
pequeno mundo de margens estreitas.

António Patrício

Destas margens

fotografia de Ákos Major (Hungria)