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Lanço pontes de vidro
entre as margens tranquilas da narrativa,
desenho a chuva e o vento
numa linguagem que só tu entendes.

Invento a música que marca o ritmo dos dias,
penso liberdades banhadas pelos rios do desejo.
Pinto o teu corpo em maus poemas
e espero o teu complacente sorriso.

Lanço pontes de vidro…
Com cuidados as atravesso.

António Patrício

Pontes (notas de rodapé XI)