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O vento é frio,
a chuva abunda por estes desalmados dias
em que a luz se ausenta…
Vivem as sombras em naufragadas dores
da humana gente.
Vamos afinando as cordas desta vida,
uma de cada vez;
fado sempre repetido,
neste tempo de homens mudos
e semblantes carregados, negras nuvens.
E no dobrar de cada dia
ficam as madrugadas amargas,
escorrem húmidos desalentos
pelas paredes dos sonhos
mal dormidos.
O vento é frio!
e os homens frágeis realidades.

António Patrício

Frágeis realidades