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Sempre que a mim regresso
encontro novos recantos;
singulares afluentes de alma.
Agarro, sólido, esta serena
melancolia.
Reflexo premente deste desejo
de tranquilidade
que se perde num interior sombrio.

Demando cada angulo obscuro
deste corpo que sou,
simples gesto de correr mundos,
em que viajo.
Pressinto tristes enganos.
Retenho a mão a meio do movimento.
Contemplo o que ainda me resta
da vida com que parti.

António Patrício

Afluentes interiores