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Que me importa o tempo que passa?
Canso-me em tentadas firmezas,
agarro vazias fragilidades,
tento compreender humanas inutilidades.

Mas o tempo não me dá tréguas;
Segue rumos que não entendo,
destinos seus…
Segredos nunca alcançados.

Abro portas no imaginário que vivo,
vou reunindo magníficos sorrisos;
Tento reter o seu passo…
Tudo é vertigem em desalento vincada.

Que me importa do mundo ter o saber,
se da vida perco o momento
a cada dia que se esgota sem eu querer?
Ainda espero reveladas horas.

Não sei que estrela, que signo ou milagre
me move,
Só sei que renasço em ciclos desenhados
no tempo que passa.

António Patrício

Tempo indiferente

fotografia de Adelino Marques (Portugal)