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Dias verticais os meus;
Onde o verso entristece num círculo aberto,
lugar vago, lembrança deslizada
nas areias da memória.

Nesta sentida falta de abraços
perco destinos pelos bancos,
gastos, dos jardins.
Prostrações de alma cravadas na vontade.

Fujo do que não esqueço,
deixo o silêncio ser companhia,
gasto olhares em espaços vazios;
Vou levando o peso do corpo enquanto o tempo for tempo.

Por mim repassa o som grasnado
do negro corvo.
Sem sobressalto o oiço;
Inevitável, o caminho que vou levando.

António Patrício

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