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No teu sexo,
de prazeres saciado,
deixo o meu tempo suspenso,
imóvel sou.

Repousa, ainda, o teu seio
ofegante
no aconchego da minha mão.

Através da bruxuleante luz
perco-me em penumbras;
sinto margens de perfume nocturno…
Palavras virgens do desejo
reencontrado.

António Patrício

Palavras virgens (poema de algibeira XXXIII)