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Amar-te assim, tão serenamente
sem palavras escolher para te dizer.
Existir, em cumplicidades sentidas.

Prenúncios de vida,
translúcidos sorrisos nos teus lábios imaginados
olhares trocados de memória alimentados.
Presentes vividos à distância do longe
que dentro do peito trago,
são segredos em silêncio adivinhados,
gestos anónimos num espaço qualquer,
rumor de quotidianos, a um momento, divididos.

Maduros passos nesta quietude dados,
tempos desencontrados,
almas lado a lado viajadas.

António Patrício

Prenúncios de vida

fotografia de Sophie Thouvenin (França)