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Não há palavras,
Tu não as deixas!
Sufocas as gargantas,
Calas as vozes
Brutal,
Caprichosa levas o sentido,
Levas o sentir!
Deixas o silêncio… opressivo
Deixas a perplexidade como presente.
Arrogante, altiva…
Condenas sem crime.
Nós somos enquanto tu quiseres
Vivos dançamos a teu belo prazer
No medo constante do teu olhar adivinhado
Tudo fazemos para não te pensar
Cada dia uma vitória,
Cada noite um temor
Condenados aos teus humores,
Impotentes, fracos.
E um dia,
Sem razão,
Porque sim,
Calas o que nos mantém…
Tão breve sinfonia a de cada homem.

António Patrício