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O que escrevo é coisa pouca,
são nadas arrancados pela força,
num exausto querer.

No peito transporto
a imperfeição dos banais,
a esperança dos que sonham.

Dizem que sou poeta…
Gostava de ser,
mas não sou.

António Patrício

São nadas

fotografia de Akos Major (Hungria)