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Na cidade dos homens
os dias são inquietação.
Passos apressados.
Esgares mudos, risos imitados,
retratos perplexos
de vidas tão breves.

Todos os dias
o tempo perde-se nas horas,
vorazes…
A urgência!
Olhares abstractos,
rostos fechados.

Compasso breve,
movimentos involuntários.
ritmo frenético.
Seres vomitados.
Náufragos,
em cadencia regular.

Fantasmas à imagem
de gente, deambulam
noite e dia.
Existências repetidas
dolorosamente sem palavras,
perpétua ilusão…

À cidade dos homens
todos os anos chegam e partem
andorinhas!

António Patrício

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