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Maldizemos os dias
que por nós escorrem
pelo querer lamentado
são contrariedades
tenebrosas
horas azedas
carregadas de pequenos nadas
dores sentidas, ampliadas
são o fim do mundo
fabuloso
é a parede imaginada
que nos tolhe o movimento
é o drama do nosso ego
sempre o horror sem fim
sempre… o nosso!
E bastaria olhar ,
levantar a cabeça
um pouco
um pouco que fosse
e ver
quantas vidas são tolhidas
por cima do nosso ombro
pela dor maior
pela indiferença egoísta.
Maldizemos os dias…

António Patrício