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O poema mais terno
passou por mim…
sorriu,
como todos
os poemas ternos!

Perdido em cogitações
de transcendente importância
não reparei, não vi…
não lhe dei atenção!

Pobre de mim
que de tão cego, o perdi.
Hoje busco-o em cada rua
em cada rosto passante…
em desespero.

António Patrício Pereira