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Rasga-se a carne,
explode o ser
num dia.
Num dia, igual aos dias.
Num momento,
num breve momento,
um grito agudo
crava-se-te nas entranhas.
E tu,
amo e senhor de mundos,
olhos infinitamente abertos,
olhas o que não vês,
o que não sabes ver:
bocado de ti
naufragado num ventre
esquecido no tempo;
realidade bruta
que violenta te bate…
E tu,
amo e senhor de homens
de olhar escancarado,
vês a vida que renasce,
amassada em desassossego
e eternidade.
E tu…
Olhas o que vês!

António Patrício Pereira

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