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Lia o que já não leio.
Como o pó dos caminhos,
voaram assim, as palavras.

Lia o que em
páginas vazias
trazia na bagagem
dos sonhos.

Lia a esperança…
perdido,
sem destino,
sem querer.

Lia o que um dia
deixei de ler,
sem porquê
nem vontade.

Hoje leio textos amargos,
páginas de realidade,
com raiva riscados
em desespero sentidos.

Lia o que já não leio.
Com o pó dos caminhos,
voltam assim, as palavras.

António Patrício Pereira

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