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É de breu o vazio que no meu peito habita;
é de inquietação a dor que me tolhe o gesto;
é de ausência a luz que pelos dias escorre.
É de saudade este viver desarrumado que por ti clama…

Da vã vida te foste,
corpo rendido aos encantos da morte…
Que quimeras sonhadas, que impérios sentidos?
Liberdade, justiça… Tanto e tão pouco!

É de breu o vazio que no meu peito habita;
é de inquietação a dor que me tolhe o gesto;
é de ausência a luz que pelos dias escorre.
É de saudade este viver desarrumado que por ti clama…

Palavras por dizer, perdidas num tempo perdido…
Letra a letra, vou reconstruindo a imagem

dos dias que deixaste, não vivendo;
Dos gestos jamais esboçados.

É de breu o vazio que no meu peito habita;
é de inquietação a dor que me tolhe o gesto;
é de ausência a luz que pelos dias escorre.
É de saudade este viver desarrumado que por ti clama…

Em mim sinto o teu brando respirar,
a tua carne, o teu sangue.
Nos meus olhos, o teu rosto;
No meu peito, a certa tranquilidade de continuar.

É de…

António Patrício Pereira

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