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Grito de dor
espalhado no vazio
dos dias impossíveis.
A dignidade é perdida
e o pavor dilacera alma.
O que sou?
Grito sentido, rasgado…
Súplicas, choros.

São lamentos sentidos,
sem sentido
que vou perdendo ao ritmo
das pancadas do algoz
que um dia foi
amante, amor, amado.
Grito rasgado
repetido
sem querer,
sem ter de ser…
Grito desesperado,
condenado sem culpa.
Olhos fechados,
corpo batido,
espero
o que já não sinto!

António Patrício Pereira

Grito

fotografia de Katia Chausheva (Bulgária)

 

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